A Secretaria
de Agricultura Natural e o setor de Alimentação Natural, que fazem parte da
Fundação Mokiti Okada (FMO), lançaram um livro sobre estudos desenvolvidos com
voluntários no Japão. A obra batizada por “Agricultura e Alimentação
Natural – Pesquisas e experiências realizadas no Japão”
traz para o
leitor descobertas feitas, no período de cinco anos, com participantes que
apresentavam algumas patologias, como a dermatite atópica, que atinge um a cada
três japoneses.

Um dos grandes desafios é como sensibilizar as
pessoas a adotar os alimentos da Agricultura Natural/Orgânica no cotidiano.
Segundo o coordenador do setor de Alimentação Natural, Luis Fernando Buck, a
publicação pretende trazer a conscientização necessária para que cada um possa
colocar mais saúde em seu prato.

No período de 2006 a 2010, o Centro Internacional
de Pesquisas e Desenvolvimento da Agricultura Natural do Japão reuniu,
anualmente, grupos de até 19 pessoas, para uma abordagem experimental: Quais seriam
os efeitos benéficos que uma dieta baseada em alimentos produzidos pelo método
da Agricultura Natural/Orgânica exerceria sobre a saúde?

Durante o processo de pesquisa, os participantes
foram examinados, avaliados e tiveram seus relatos colhidos antes e depois do
monitoramento. Todos os procedimentos realizados e os resultados obtidos
compõem o conteúdo do livro, no qual consta que alimentos consumidos sem
resíduos de agrotóxicos, quando inseridos de forma efetiva no dia a dia,
tornam-se um eficiente instrumento para a promoção da saúde.

Buck ressalta que “guardadas as devidas
diferenças de clima, hábitos, cultura e até mesmo da forma como se apresentam
os sintomas patológicos, entre o Brasil e o Japão, ficamos com uma afirmação
universal de que os resíduos de química artificial são contaminantes e fazem
parte das variáveis causas de algumas doenças”.