O Comitê de Política Econômica (Copom) decidiu manter a taxa básica de juros da economia brasileira – SELIC – em 6,5% a.a.. A manutenção da taxa já era esperada pela ABIMAQ, dadas as incertezas do cenário interno e externo. Embora alguns agentes do mercado, apreensivos com a desvalorização do câmbio esperavam um aumento da SELIC, o BC reforçou a posição de que não existe relação entre política cambial e monetária, ficando apenas atento a um possível efeito do câmbio na inflação.

Com relação a inflação futura, as expectativas do mercado esperam o IPCA dentro da meta para 2018 e 2019.

A ABIMAQ avalia que é importante a adoção de medidas que permitam a continuidade na redução da SELIC de forma sustentável, mas que estas só não bastam. São necessárias medidas que visam a diminuição do juro de mercado, a patamares semelhantes aos países emergentes, assemelhados ao nosso.

Analisando o cenário interno, destacamos que a economia mostrou um leve sinal de recuperação. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), proxy mensal do PIB, apresentou crescimento de 0,46% em abril, com isso reverteu parte da queda de 0,51% observada em março.

Nossas expectativas, para os meses de maio e junho, são negativas, dada a greve dos caminhoneiros. Ainda que exista dúvidas se parte da perda poderá ser revertida em junho, o crescimento de maio foi comprometido, dado que algumas perdas são permanentes e outras podem demorar um pouco mais para serem revertidas.

A maior parte do mercado se mantém cauteloso com o crescimento do PIB este ano. Segundo o último boletim FOCUS as expectativas são de 1,76%.

Com relação ao cenário internacional a diferença no ritmo de crescimento dos EUA e da zona do Euro tem se confirmado, os dados nos EUA mostram que o nível de emprego tem se mantido forte e a inflação está na meta, isto levou o FED a mais um aumento da taxa de juros, a previsão é de novos aumentos neste ano, levando a taxa a 2,5% no fim de 2018, quanto a zona do EURO o BCE, percebendo uma desaceleração da atividade na região, sinalizou que poderá manter a taxa de juros inalterada, se confirmando isto, a tendência da alta do dólar é se manter.